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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Primeiro beijo

15.08.12 | Maria Flor

Quando chegou a casa tivera a sensação de que todos leram na sua cara que ela tinha acabado de ser beijada por um rapaz pela primeira vez, era com se estivesse escrito na sua testa "fui beijada". Jovem ainda, educada com recato e para quem as coisas relacionadas com namoros e beijos eram quase "tabu", sentia-se envolta numa atmosfera muito nova e deslumbrante. Vivera a sua juventude numa época em que se via muito pouco televisão, telefones eram raros, só quem era rico é que tinha e os telemóveis ainda eram uma utopia. Escrevia longas cartas recheadas de promessas e ilusões e vivia todos os dias ansiando pela chegada do carteiro, era o momento alto do dia, e devorava as cartas até as gastar de tanto ler e reler. O beijo.... esse marcou uma época,  e o local onde foi trocado ainda lá está dizendo para quem passa "aqui se trocaram promessas de amor, este é um local para ser lembrado". 

Um fio de água

15.08.12 | Maria Flor
Entre a vegetação corre com alguma timidez, um fio de água, que teimosamente insiste em correr embora o último Inverno pouco tenha favorecido para que o seu caudal fosse normal nesta época do ano. Este pequeno curso de água vai certamente juntar-se a outros que, todos juntos formarão uma força maior e desaguarão certamente numa qualquer foz. Quando por uma razão ou outra ou simplesmente por desporto caminhamos por montes e vales densamente absorvidos por vegetação, é facil encontrar ribeiros desta natureza. O Verão é uma estação propícia para sair rumo à descoberta de outros caminhos e nos encantarmos com coisas tão simples como um fio de água, o cantar de um grilo ou um lagarto que se aquece ao sol. 

Passeando pela Ericeira

13.08.12 | Maria Flor
 

 

Percorrendo as praias da Ericeira. Logo pela manhã, o dia estava azul, nada daquelas nebelinas matinais que por vezes se prolonga pela manhã toda, decidi-me pela praia do sul ou praia da Baleia, antigamente conhecida por "Praia dos banhos".

 

 
À tarde dando outras voltas fui ter ao Forte de S. Lourenço! Uma bela paisagem se oberva deste local!
 
 
 
E acabei a tarde na Praia da Empa, onde me estendi ao sol depois de ter dado umas braçadas naquelas zonas de banho fantásticas. Uma praia sem assistência.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Férias

06.08.12 | Maria Flor

Férias não são só sol, praia e passeios. Outras coisas se fazem nas férias, como tirar prazer de estar em casa e com calma fazer algumas arrumações, ao fazê-lo mexe-se em objetos que estão arrumados há tanto tempo que já ficaram esquecidos. Os albuns de fotografias deslumbram cada vez que os abrimos, pois cada vez as diferenças entre aquilo que fomos e aquilo que somos hoje, são maiores; já nem conhecemos aquelas garotinhas de minisaia e calças à boca de sino, de pele lisa sem rastos de preocupação, com uma "vida inteira pela frente". Estar em casa e usar o tempo com tranquilidade só para si própria, ouvindo música, olhar o horizonte, as árvores, os pássaros, repousar na espreguiçadeira na varanda e, no fim do dia assistir ao pôr do sol, dá um prazer imenso.

 

Feira do livro

04.08.12 | Maria Flor

Deambulando por ruas estreitas, ladeadas de casas brancas com barras azuis numa vila piscatória e turística, onde em cada esquina se encontram pessoas que se cumprimentam num alegre "bom dia". É verão de 2012, decorre o mês de Agosto, o céu está azul e sol a queima e, eis que se encontra em frente a uma feira do livro. O objectivo da feira é vender livros, o objectivo dela é simplesmente estar entre eles. Estar entre livros é perder-se no tempo e no espaço. O relógio não existe quando se penetra em mundos de reis e rainhas,  quando se entra nas guerras, quando se perde em amores e desamores, quando se saboreia sem saborear deliciosas receitas e cheira sem cheirar, flores  de doces perfumes. Quando se entra no mundo das crianças e se brinca com elas... É assim que, uma quase viciada em livros se sente quando se encontra dentro da tenda da feira do livro. Por mais tecnologias que surjam, nada substitui o gosto de folhear e ler um livro de papel, sentir o cheiro do papel num livro novo ou, o cheiro do papel velho num livro velho e de folhas amareladas pelo tempo.  Novo ou velho, um livro é sempre uma fonte de descoberta, foi fruto do trabalho do seu autor e o que ele contém não se perde no tempo. O leitor entra dentro de um livro e vive o seu tempo e o seu espaço .

Festas populares

01.08.12 | Maria Flor

As festas populares que se realizam durante o Verão, um pouco por todo o país, todos os anos de Junho a Outubro, são uma forma de enriquecimento  da cultura portuguesa e das pessoas embora, nem sempre se tenha a percepção dessa riqueza. São tradições que se transmitem de geração para geração sempre com inovação. Quase sempre estas festas são em honra de um santo, que normalmente é o santo padroeiro desse lugar ou freguesia. Esta é uma excelente oportunidade para proporcionar a continuidade de relacionamento e a proximidade entre as pessoas que, de uma forma ou outra deixam de se ver. A organização de uma festa requer muito trabalho, muito empenho e boa vontade de gente que não se poupa a esforços para que tudo corra bem, é de louvar portanto, todo o seu esforço. As Fanfarras dos Bombeiros e as Bandas Filarmónicas são elementos imprescidiveis nas festas do povo.