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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Desafio passa-palavra-Amarelo, a cor da Luz

Por vezes me perguntam qual é a minha cor preferida! isso leva-me a meditar um pouco sobre as cores, porque gosto de todas as cores cada qual no seu contexto; um mar de um azul profundo, tão profundo que enternece a alma; uma campo de trigo em crescimento tão verde que eleva a esperança desvanecida; as florinhas roxas das ervas selvagens que crescem desalinhadas em qualquer beira da estrada... e os vermelhos, laranjas e amarelos que se misturam num belíssimo raiar ou pôr do sol, que nos deslumbram em cada começo ou final  do dia e nos lembram de dar graças por nos permitir usufruir do dom da Vida!

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As cores dão sentido à vida, mas o amarelo é a cor da Luz, do sol, da lua e da mantinha que fizeste para aquecer o teu bebé quando ainda só o sentias mas não o conhecias, por isso, escolheste o amarelo por ser uma cor tão suave como suave seria o teu bebé!

 

Chuva

Já ouço as pingueiras do telhado, ping, ping, ping, prenúncio de um outono próximo, já sinto o cheiro da terra molhada e sinto uma temperatura outonal... Oh chuva que estás aí, tão bem vinda que és, lavas a estrada e os telhados, lavas os pátios, regas as hortas, purificas o ar.... até lavas a alma.... como gosto de te ouvir cair e serenamente bateres na minha janela como um timido amante, permitindo que os meus ouvidos se envolvam na tua deliciosa música!!!

Estou feliz porque chove e apetece-me dançar à chuva!!

Não-se-esconda-da-tempestade-é-melhor-dançar-na

 

Apenas uma caixa

 Sentada na varanda enquanto saboreio o meu indispensável cafezinho após o almoço, observo o plátano que no quintal do vizinho, cresce sem pedir licença erguendo-se cada vez mais alto, perdendo-se no espaço azul a que chamamos céu que, com a sua ramagem verde e densa me proporciona deliciosas sombras quando o calor aperta. Em contrapartida me cobra a vista do mar mesmo ao longe e as vistas das aldeias vizinhas!  É assim o plátano do vizinho, me dá umas coisas e me tiras outras! Quando os ramos crescem tanto que entram pelo meu quintal dentro, pego numa tesoura e corto-os.  Isto acontece quando estamos na Primavera e no Verão porque, quando o Outono chega e já se faz anunciar a chegada, as suas folhas demasiado maduras, acastanhadas e ressequidas, caem em abundância, roupagem velha, talvez inútil, coisa que ninguém quer, ou ...talvez queira.... a utilidade como fertilizante poderá ser um dos seus destinos. Mas a folhagem inútil ou reutilizável inunda todo o meu espaço, o vento as leva daqui para ali e é escusado andar atrás delas, porque saem umas e logo vêem outras, até que a árvore fica indefesa, despida, qual esqueleto dissecado e, esguio aponta os seus braços ao céu, suplicando que venha a Primavera para se vestir de novo!

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Lá em baixo o portão da garagem está aberto, o vento sopra, as folhas redopiam numa dança embalada pela música do vento e, sem autorização, empurradas, atropelando-se umas contra as outras entram portão adentro, qual alegre brincadeira de crianças se divertindo sem preocupações! 

A garagem cheia de folhas obriga-me a pegar na vassoura e varrer.... quando dou por mim, estou a vasculhar gavetas na arrecadação, que não são abertas há anos e encontro algo que me faz recuar no tempo. 

Aquela tampa vermelha, ali na minha frente, instantaneamente me leva ao tempo de menina, quando o meu pai me ensinou o valor do dinheiro e de como era importante saber poupar. Aquela caixinha foi o meu primeiro mealheiro, ela me ajudou a perceber desde cedo que nunca se deve gastar tudo!

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Guardamos coisas porque achamos que um dia nos poderão fazer falta ou porque encerram memórias que não queremos que desapareçam com o tempo! o facto de ter guardado a caixinha branca com tampa vermelha, mesmo esquecida na arrecadação foi precisamente para perdurar a memória que dela  ficaria. É apenas uma caixa sem qualquer valor, eu sei. Mas se pensarmos que  somos nós que atribuímos o valor às coisas mediante a importância que elas têm para nós, chegamos à conclusão que o que para uns é lixo, para outros são bens com bastante utilidade mesmo que se trate "apenas" de memórias! E as memórias fazem parte da nossa identidade!

Memórias será um tema para uma futura publicação!

A tua terra é um sitio lindo

Tão habituada que estás a viver nesse lugar que te esqueces de explorar o que os de fora vêm de propósito para o fazer. O sítio onde vives é um local maravilhoso com praias e paisagens lindíssimas, um património histórico e cultural que deves explorar e visitar. Uma nova e impressionante vertente surgiu há alguns anos para dinamizar e revolucionar toda a forma de vida dos seus habitantes, uma terra de pescadores, gente simples, humilde e acolhedora; o surf, essa paixão que envolve novos e menos novos, tornou-se por si só numa ferramenta poderosa que fez com que uma vila outrora apagada no Inverno, se tornasse numa vila repleta de vida todos os dias do ano! Quando contemplas a praia e vês todos aqueles, miúdos e graúdos brincando e se divertido em cima das suas pranchas, horas e horas a fio desafiando as ondas, podes dizer que estás a assistir gratuitamente a um espectáculo digno de ser ver! Quando entras nos bares ou nos apoios de praia e te servem comidas deliciosas que não estás muito habituada a comer nos restaurantes tradicionais, dizes para ti própria, porque não vim aqui antes? isto já está aqui há tanto tempo!... Quando pela manhã resolves fazer uma boa caminhada pela marginal, e te apercebes do odor a maresia que te inunda as narinas, inspiras até ao fundo dos teus pulmões e levas as mãos ao Céu agradecendo ao Todo Poderoso por te dar um presente tão gratificante que torna o resto do teu dia muito mais interessante e produtivo, pois a tua estabilidade emocional se elevou consideravelmente. Quando ao final do dia te sentas na tua varanda e contemplas uma bola de fogo se afundadndo no oceano, aí, sim, ficas deslumbrada, e sem palavras! Tu que vives nessa zona linda, privilegiada pela natureza, com tantos encantos escondidos em cada canto, não te esqueças  de usufruir tanta coisa boa que ela te oferece gratuitamente, ou quase!

Estamos a falar desta terra maravilhosa que é a ERICEIRA!

 

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Agosto Sol e Chuva

O dia amanheceu com chuviscos, mas já sabia que ia ser assim, com a previsão meteorológica no telemóvel a todo o momento, e eles raramente falham, sabemos sempre o que o tempo vai fazer nas horas seguintes. Assim, melhor esquecer a praia e arranjar outro modo de ocupar o tempo neste mês de Agosto, amanhã estará céu azul e sol quente! viver perto da praia tem estas vantagens! Mesmo em tempo de pandemia, a vila fervilha de gente, o comércio precisa de girar, as pessoas também, faltam é certo, os estrangeiros, que em Verões normais nos fazem quase esquecer que estamos em Portugal, mas este é um verão atípico e eles, os estrangeiros ficaram nos seus países! Mas a vila está repleta de portugueses, isso é bom, muito bom! por vezes digo para mim mesma que a Divina Providência se encarrega de colocar as coisas no devido lugar quando tudo se encontra a ultrapassar as estribeiras, e o mundo estava a ultrapassar e muito os limites, era necessário haver um travão, e ele apareceu fazendo o mundo quase parar e recuar! 

Assim sendo, chovia e eu queria sair, então fui até à vila me misturar nos muitos portugueses que mesmo à chuva passeavam, fui só mais uma que passeou à chuva, mas a temperatura estava amena e a chuva era fraca, por isso foi bom. Depois entrei numa esplanada, pedi um café que bebi sem açúcar, fiquei a observar os passeantes e a comparar mentalmente as suas formas de vestir, de andar, de comunicar e, constatando  que dentro de cada individuo existe uma vida e uma forma diferente de ser! todos somos irremediavelmente diferentes, cada um é um ser único  na sua forma de pensar, de sofrer, de ser feliz, de se relacionar com os outros... Estava eu neste devaneio quando de sentou na minha mesa uma amiga acabada de chegar, e ali ficamos na conversa durante um bom bocado, falando de tudo e de nada enquanto a chuva miudinha caía lá fora. Assim se passou uma tarde de chuva em Agosto!

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Forte de Alqueidão

Situado a sul da vila do Sobral de Monte Agraço vamos encontrar o Forte de Alqueidão, este forte faz parte de um conjunto de 152 fortificações e outros trabalhos defensivos, construídas entre 1809 e 1812, situados na zona abrangente de Lisboa. No contexto da Guerra Peninsular foram concebidas com a finalidade de impedir um exército invasor de atingir a capital do Reino de Portugal ou, em caso de derrota, permitir o embarque, em segurança, do Exército Britânico em retirada. A ordem para a sua construção foi dada em Outubro de 1809 por Arthur Wellesley, então comandante do exército anglo-luso. Na Terceira Invasão Francesa, as Linhas de Torres Vedras impediram o exército de André Masséna de atingir Lisboa e acabaram por provocar a sua retirada de Portugal.

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Este é o ponto mais alto do Forte, neste miradouro podemos alcançar uma vista panorâmica espectacular em todo o nosso redor, desde a serra de Sintra, o Tejo, a serra da Arrábida, a serra de Montejunto, as Berlengas, e até provavelmente Santarém.

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Aqui temos aquilo que foi a casa do Governador, situada no centro da área dos paióis e bocas de fogo garantia ao posto de comando acesso visual directo à maior parte das estruturas envolvidas em acções de combate.

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Paiol!

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Paiol!

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Canhoeiras eram aberturas na muralha de terra onde eram colocadas as bocas de canhão. "Principal elemento de defesa do Forte as canhoeiras eram compostas por uma plataforma em forma de trapézio sobre a qual podia ser colocado um estrado de madeira que assegurava a estabilidade dos avanços e recuos das peças de artilharia para o disparo!"

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Vista panorâmica com um alcance extraordinário!

Aprendi a apreciar a beleza dos fortes e a respeita-los, pois sei que eles foram uma chave podorosíssima defesa do nosso território. Agora podemos encontrá-los limpos e conservados, concedendo-lhes desta forma o devido valor e respeito que merecem.  Os fortes oferecem aos visitantes uma  maravilhosa retrospectiva no tempo, enquanto pisas aquele chão, o mesmo chão que os militares pisaram quando defendiam o reino dos invasores franceses, imaginas, (apenas imaginas) a azáfama que ali circulava, primeiro a construí-los e depois a usá-los com todo aquele armamento de guerra próprio daquela época!

 

 

 

Caminhar nas margens do Rio Lizandro

Demos inicio à nossa caminhada no largo da capelinha da senhora do Ó, próximo da Carvoeira aí, atravessamos o rio pela ponte romana e entramos no caminho de terra batida tendo as hortas do nosso lado direito e o rio ao nosso lado esquerdo.

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"A data de edificação da igreja de Nossa Senhora do Ó, na freguesia da Carvoeira, permanece desconhecida, embora alguns elementos decorativos conservados no seu interior, como a pia de água benta, nos indiquem que era já utilizada para o culto no início do século XVI. Sabe-se que este templo, também designado como igreja de Nossa Senhora do Porto, foi elevado a matriz da freguesia em 1570. Próxima da ribeira de Cheleiros, a igreja está delimitada por adro murado, no qual foi colocado um cruzeiro, com painel de azulejos numa das faces da base."

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Caminhando sempre em piso plano aproveitando as sombras dos altos choupos que acompanham o rio em quase toda a sua extensão, contemplando a bonita paisagem que se se depara a cada instante, ora observando os patos que chapinham no rio, ora vendo os peixes numa outra parte do rio, ora metendo conversa com os agricultores que procedem aos seus trabalhos de cultivo e rega, observando e comentando as culturas mesmo ali à beirinha do caminho, vendo as espigas do trigo já a começar a ficarem douradas, tendo aqui e ali a dar cor, as papoilas e os malmequeres brancos e amarelos que crescem sem parar  e lhes dá uma linda beleza natural.

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Em determinados locais os choupos deixam cair a sua flor leve e fofa como o algodão, que esvoaça ao vento e dá uma ilusão de neve a cair tornando o chão branco e fofo como se pode observar na foto.20200521_111608.jpg

Após cerca de mais ou menos uma hora de caminhada  encontramos um cruzamento onde uma ribeira ao nosso lado esquerdo desagua no rio, se quisermos continuar a seguir o rio temos que a passar uma pequena ponte de madeira envolta na verdejante paisagem.

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Nós não passamos a ponte de madeira, continuamos a nossa caminhada ao longo do lado esquerdo da ribeira,  onde um pouco mais à frente a atravessamos para o outro lado por cima de umas bases que que estão colocadas  dentro da ribeira, precisamente para os caminhantes a atravessarem sem molhar os pés.

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Por entre vegetação muito densa e fresca continuamos,  e voltamos a atravessar a ribeira outra vez para o outro lado, ocorre-me dizer que a água da ribeira era límpida e pura, ainda chapinhei naquela água, entretanto o nosso destino estava próximo, mas antes de lá chegarmos deparou-se umas ligeiras subidas que se ultrapassaram sem dificuldade, sempre apreciando as belas paisagens, ouvindo o cantar  dos pássaros, o coaxar das rãs, sentindo a tranquilidade e a paz do local, nem por uma vez nos lembramos da "pandemia" que atinge o mundo. É no meio desta natureza que encontro uma paz de espírito tão reconfortante como a água fresca que se bebe quando se tem sede!

Após uma hora e quarenta e cinco minutos de caminhada atingimos o nosso objectivo, estávamos no adro da capelinha da Senhora do Arquitecto! É tradição haver aqui festa em honra de Nossa Senhora do Arquitecto uma vez por ano em Junho (este ano não vai haver).

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"Não se sabe a verdadeira origem da Capela da N.ª Senhora do Arquitecto mas, segundo a lenda, dever-se-á à promessa de um pescador que, ao ver-se livre do mar num dia de tempestade, a terá prometido a N.ª Senhora do Socorro".

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Durante o nosso percurso ainda pudemos observar uma parede bastante antiga quase escondida no meio da vegetação que dá a ideia de ter sido uma azenha, também bem pertinho da capelinha do Arquitecto vimos esta parede antiquíssima que deve ter sido uma habitação pois possui uma janela e uma porta.

Após uma pausa para comer alguma coisa e descansar um pouco, iniciamos a viagem de regresso. Um passeio lindo!

"O Lizandro, também conhecido por Rio de Cheleiros é um rio do distrito de LisboaPortugal, que desagua na praia foz do Lizandro junto à Carvoeira, perto da Ericeira no concelho de Mafra. Em diferentes alturas do ano a barra encontra-se fechada por uma língua de areia, sendo necessário a abertura por meios mecânicos. Nasce na freguesia de Venda do Pinheiro no concelho de Mafra e possui uma extensão de cerca de 30 km, tendo como principais afluente, na margem esquerda, a Ribeira da Cabrela".

 

 

 

 

 

 

 

Desafio de escrita dos pássaros#Vou ali e já venho

Era sempre a mesma coisa, quando se aborrecia e simplesmente queria ficar sozinha, inventava uma desculpa qualquer esfarrapada sem sentido nenhum para se escapulir, e desaparecia durante horas.

Já todos conheciam aquela manha, mas ainda ninguém tinha realmente percebido a causa daqueles aborrecimentos ou momentos de melancolia que a assaltavam assim do nada, nem mesmo ela conseguia perceber o porquê daqueles episódios surgidos de nenhures.

Assim, naquele dia, era um dia de convívio, a tenda armada no grande pátio da casa, uma grande mesa onde nada faltava, desde as sardinhas assadas, saladas, febras grelhadas, cervejas,  sumos de fruta, doces, frutas, café e digestivos, pessoas com roupas descontraídas e coloridas, cadeiras por todos os lados, balões a saltitar, jogos e conversas animadas, o sol estava um tudo nada encoberto, mas  a temperatura era ideal, tudo estava preparado e pensado no seu melhor para ser uma tarde esplêndida com boa comida e bebida e em boa companhia!

Já a meio da tarde, sem mais nem menos ela diz a alguém " vou ali e já venho", mas o "ali" afinal era longe, porque ela não voltou mais.

Era certamente mais um daqueles "eclipses" que a invadiam que ninguém conseguia perceber!

"Vou ali e já venho", não são raras as vezes que eu utilizo esta forma aqui no blog, também o meu "ali" por vezes é bastante longe, as pausas surgem assim do nada!

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Desafio de escrita dos Pássaros#Mais oito!

Tudo prometia um dia em cheio, os pormenores estavam alinhados, o espaço estava escolhido, a tenda estava montada, o peixe e todos os ingredientes necessários para a caldeirada estavam comprados, as pessoas estavam convidadas... era já a tradição, no "dia da espiga"  juntarmos-nos todos e montarmos o arraial naquele lugar junto ao rio perto da foz para passar um dia  a conviver, a comer, ouvir música e beber uns copos. O tacho da caldeirada estava pronto, o aroma que saía do tacho mais os aromas vindos das outras tendas e o cheiro do campo misturado com o cheiro do rio e do mar ali tão perto, abriam um apetite devorador!

O tacho no meio da mesa e os convivas à volta a servirem-se e a divertirem-se, nisto, aparece um grupo à entrada da tenda e perguntam: "há comer para mais um?" todos olhamos para a porta e realmente vimos, não uma pessoa mas um grupo com "Mais oito!" pessoas, ficamos de boca aberta sem saber se havíamos de continuar a comer ou parar porque, para mais um há sempre, mas, "para mais oito!?".

Tudo bem repartidinho, e porque nestes convívios se faz sempre comida com fartura, os "mais oito" juntaram-se à festa, houve comida, bebida, divertimento e festa para todos, e foi um dia em cheio como era suposto ser habitual nestes convívios!

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Dia Mundial da Língua Portuguesa

Orgulho em ser Portuguesa; orgulho do meu País; orgulho da minha Língua!!!

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Este é o primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa. Da língua partilhada por todas as pessoas que conhecem e sentem a palavra saudade. Da língua das viagens vividas ou (apenas) sonhadas por 260 milhões de pessoas que vivem em nove países e quatro continentes. Da língua a quem a pandemia atrapalhou o primeiro dia mundial do resto da sua história e usa a internet para lembrar e festejar, da Venezuela a Timor, do Brasil à Etiópia, de Portugal à Índia, em 24 países diferentes!