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Abrigo das letras

Abrigo das letras

Desafio de Escrita do Triptofano#10#Bolas de sabão

Pelas verdes montanhas eu vou, eu vou,

no meu passo ágil, feliz caminho,

pisando o orvalho fresco e viçoso,

eu vou de mansinho.

A meu lado o sol já espreita,

radioso na sua luz colorida,

a noite já se deita

cansada e  esbatida, 

Anda sol, não te acanhes

vem aquecer a minha mão,

vem secar o orvalho

vem fazer brilhar

as minha bolas de sabão.

Os meus amigos me esperam

sabem que vou de longe,

sabem que não me demoro,

que saí de madrugada

sabem que as bolas de sabão

me acompanham nesta jornada.

Todos os anos é assim,

 no dia da festa dos primos

me levanto antes do sol

palmilho léguas com destino.

Canto, rio e assobio 

acompanho a sinfonia das aves,

 aspiro o perfume das flores,

sinto a liberdade nos ares!

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Texto escrito no âmbito de o Desafio de Escrita do Triptofano

Participam também:

Ana de Deus , Ana do Green IdeasBruno no Fumo do Cigarro
Marta de O Meu CantoTriptofanoMaria Araújo do cantinho da casa

Desafio de Escrita do Triptofano#9#vela

À luz bruxuleante de uma vela

percorro um caminho incerto,

procuro um lugar, uma razão,

procuro algo na escuridão, 

procuro uma mão estendida

que me guie nesta noite enegrecida.

O mundo está em aflição,

procurando uma luz,

uma pequena luz que seja,

algo que ansiosamente se deseja,

um milagre talvez,

uma paz que se anseia

como a luz de uma candeia!

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Texto escrito no âmbito de o Desafio de Escrita do Triptofano

Participam também:

Ana de Deus , Ana do Green IdeasBruno no Fumo do Cigarro
Marta de O Meu CantoTriptofanoMaria Araújo do cantinho da casa

Raízes

Na quietude dos dias em que os minutos se tornam horas contrastando com o tempo em que as horas se traduziam a minutos, chega-me disfarçadamente o som das pingas em tom crescente despertando a minha curiosidade de "felina". As pingas se transformam numa chuva tranquila que ao entrar em contacto com o solo, este a engole rapidamente sôfrego que está do aconchego macio e húmido que a chuva lhe proporciona.

As ervinhas, pequenos e frágeis fios verdes que despontam com uma ou duas folhinhas, cada uma feliz lutando por marcar o seu lugar no universo da sua natureza, não supondo sequer que daí a dias uma cruel ferramenta viria revolver  a terra, expondo as suas minúsculas e indefesas raízes, qual guerra que tudo vira do avesso.

Num período de acalmia, algumas raízes se agarram de novo à terra, vingam as mais fortes e vigorosas, até chegar outra ferramenta mais poderosa que as volta a derrubar, ainda assim, as mais fortes, resilientes, lutam na esperança de que ninguém se lembre de algum produto químico poderoso e perigoso que embora proibido seja utilizado para exterminar as ervas por muitos consideradas como daninhas! 

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O meu olhar sobre a Ucrânia

Há cerca de um mês num país chamado Ucrânia, a vida dos cidadãos, das famílias, das crianças, era em tudo igual à dos outros países, cidades, vilas e aldeias. Era toda uma sociedade, em que cada um desempenhando o papel que lhe competia geria e fazia girar uma máquina que calibra e dá equilíbrio a uma esfera que se chama vida. As noticias viviam em prol de uma pandemia com o nome de covid-19.

Ao vigésimo quarto dia do mês de Fevereiro do ano 2022 pelas 3.h30, os soldados soviéticos guiados pela mão de um presidente lunático, um assassino, dão inicio a uma invasão sobre a Ucrânia, com intenção de tomar Kiev em poucos dias porém, não estavam a contar com uma resistência poderosa como se tem verificado pela parte do exército e povo ucraniano. 

Assim, de um dia para o outro o povo ucraniano se vê a correr para abrigos subterrâneos quando se ouvem as sirenes, enquanto as suas casas, os seus hospitais, maternidades, escolas, serviços públicos e infra-estruturas essenciais são bombardeados sem dó nem piedade, para além de uma infinidade de alvos militares. Com o passar dos dias e um conflito cada vez mais intenso, são milhões de pessoas que fogem da guerra de comboio, de carro, a pé com apenas uma mochila, crianças e animais ao colo para países vizinhos  e outros um pouco mais distantes como Portugal.

As noticias e imagens que nos chegam todos os dias são de dor,  de sofrimento, de perda de quem ficou sem nada, de quem ficou com a família dispersa, destruída, sem casa, sem rumo. Assistimos de coração partido à destruição de toda uma vida de cada pessoa em particular que vivia naquelas cidades agora reduzidas a escombros. 

As noticias vindas da Rússia russo, são poucas e escassas nada dizendo de real, mas sim, apenas e só o que Vladimir Putin e a sua comitiva deixam e fazem questão que se saiba, já ninguém acredita naquele louco (outro Hitler). Porém os soldados russos estão tão expostos com os soldados ucranianos e uns e outros estão  a ir para uma frente de batalha  que ninguém  quis. Existe porém uma diferença entre uns e outros, os ucranianos estão a defender uma Pátria enquanto muitos soldados russos nem sabem o porquê de atacar a terra dos outros, tão somente porque o Sr. Putin assim o decidiu.

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"Um diamante de plástico"

O mundo visto pelas crianças, uma rubrica de Marta Campos na Rádio Comercial. "Qual é a coisa mais valiosa que guardas em casa?" é a pergunta deste dia feita a umas tantas crianças, até aqui tudo normal. Quando uma delas responde: "Um diamante de plástico".

Ao volante do meu carro, ouvindo a rádio comercial, não deixei de me rir sozinha com a simplicidade desta resposta, faz sentido, mesmo sendo de plástico não deixa de ser um diamante para aquela criança, sabendo ela de antemão que um diamante é sempre qualquer coisa de muito valor claro está!

Por vezes conduzimos tão absortas em pensamentos nada abonatórios da nossa saúde mental que ao ouvirmos uma resposta destas vinda de uma criança é uma lufada de ar fresco que de repente nos entra carro adentro quase como se tivesse aberto todas as janelas. Obrigada Rádio Comercial por nos proporcionares momentos como este!

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