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Abrigo das letras

Abrigo das letras

17
Jun17

Primeiro dia de praia

Maria Flor

Sabia que o calor ia apertar, olhou o tempo, estava calmo, nem uma réstia de vento, nem uma fogaz nuvem, um ceu azul e uma temperatura morna logo àquela hora da manhã. Decidiu, este vai ser o meu primeiro dia de praia. Logo tratou de passar protetor solar em todp o corpo, assim já não precisava de levar para a praia a embalagem do protetor, era um peso a menos, porque quando está muito calor tudo pesa no saco. Ainda era cedo e só pretendia lá estar umas duas horas, mas acabou por estar três. Enfim, quando estamos bem, vamos ficando.

Já na praia e porque era de manhã, a areia encheu-se de casais com as suas crianças pequenas, muitas delas também a primeira vez de praia. Molhou os pés, achou a água fria, não foi além disso, voltou para a toalha e ali se estendeu, ora lendo umas páginas daquele livro que levou e que conforme vai lendo vai ficando abismada com o que lê, sabe que umas coisas são ficção mas que outras são baseadas em factos veridicos, (assunto para outro post). Vai observando os banhistas que por ali circulam e ouvindo sem prestar a mínima atençao a conversas trocadas entre uns e outros, pronto, é assim uma manhã de praia que entretanto já passou.

Hora de ir para casa e tratar do seu almoço, chegada ao carro.... boa!!!! estás apertada como tudo, agora como tiras tu daqui o carro sozinha? Nem pensar, não há hipóse, tens que pedir ajuda, não há outra forma.

Vê um casal que lhe parece ser o ideal para a ajudar, dirige-se a eles; desculpe, o senhor por favor pode me ajudar a tirar o carro daqui? ele olha para a situação e verifica também que não é um caso fácil, por isso pede licença para entrar no carro e ele mesmo vai tentar tirar o carro com a minha ajuda e também a ajuda da sua esposa, anda para a frente, anda para trás, endireita, volta a andar para a frente, volta a endireitar e a andar para trás... lá depois de várias tentativas, enfim o carro estava pronto a sair sem se raspar a si e o do lado. Bem que aquele que a apertou daquele jeito merecia uma lição, mas é melhor não pensar nisso.

Obrigada, muito obrigada..... muito obrigada, nem sei como lhe agrdecer; não se cansou de agradecer. Entrou no carro e seguiu o seu caminho, passou pelas pessoas que a ajudaram que entretanto já iam a subir a rua e acenou com a mão!

Aquele que apertou o seu carro daquele jeito, sabia perfeitamente que o condutor ia ter sérias dificuldades para tirar o carro dali, mesmo assim não se importou, o importante era deixar o carrão ao pé da praia e quem quiser que se desenrrasque!

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