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Abrigo das letras

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07
Set16

Figos e o pingo de mel

Maria Flor

Todos os anos aquela figueira dava grandes e deliciosos figos, e quando estavam bem maduros saía da sua "boca" vamos chamar-lhe assim, um pingo que era em tudo identico a um pingo de mel. Ela esforçava-se para chegar a todos os que lhe sorriam no alto dos ramos a dizer "estou aqui tão alto que não me consegues chegar, de facto não era de todo fácil, mesmo auxiliada com uma ferramente agrícola para puxar os ramos, estes teimosos escapavam sempre, mas não seriam mais teimosos que ela.

Assim, decidiu que iria subir os seus troncos e colhê-los. Habituada desde pequena a subir às árvores, coisa que gostava de fazer, esquecendo-se porém que já não era uma criança, lá subiu ora um tronco ora outro, os figos continuavam a estar longe das suas mãos, parecia que sorriam de gozo, tinha que subir mais um pouco, tinha que se atrever a escalar aquele frágil tronco que dava acesso aos ditos figos de onde pendia o tal pinguinho de mel.

 

Tal como pensou assim fez e ao colocar o pé no dito tronco frágil, embora ela fosse de estatura franzina, este, rindo de gozo do seu esforço, cedeu, desprendeu-se do tronco mãe, ela ficou pendurada a um outro e por pouco não se estatelou no chão como um saco de batatas. Desolada por não conseguir lá chegar, olhou para cima  e viu-os tão maduros tão sucolentos...

figos.jpg

 Os figos com o pingo de mel lá em cima, derretiam-se de gozo e comentavam entre si "ainda não foi desta que nos apanhaste" e já aprendeste a lição!

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