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Abrigo das letras

Abrigo das letras

31
Jan17

A desilusão não é um estado fácil

Maria Flor

Sentada no sofá, olha distraída os troncos que na lareira crepitam entre um brasido incandescente, dos seus olhos pendem umas lágrimas que a custo segurou mas que agora deslizam lentamente pela sua fase. Sente-se desiludida. Lá fora no frio da noite um gato mia, faz uns ruídos estranhos, próprios desta altura do ano , às vezes parecem crianças a chorar. Estes sons vindos da rua entristecem ainda mais o seu coração já partido. Esperara tantos anos por ele, e ele chegara, o seu carinho enchera a sua vida, vivera momentos tão bonitos  que agora teimam em se tornar apenas recordações.

Levanta-se e coloca outro tronco na lareira que parece querer apagar-se, desiludida com quem a mantém acesa. Aquela chama que se apaga é como  a alegria que resplandecia no seu rosto e se apagou. O tronco incendia e ela fica ali a olhar para aquela chama que cresce, que cresce e ilumina, e pensa que bom que era que a serenidade do seu coração voltasse e a paz do seu espirito também. Está desiludida sim e muito triste também, mas pior que estar neste estado de espirito é alimentar algo que não tem asas para voar, nem pernas para andar, é alimentar algo que fica estagnado como as águas lamacentas de num pãntano.

Assim, sabe que hoje não é dia para ponderar seja o que for, o seu estado não permite, amanhã certamente que estará um pouco mais serena e calma, ou não...... A desilusão não é um estado fácil!

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29
Jan17

Resgate sorrisos

Maria Flor

Esta semana, numa grande superficie vai decorrer desde 28 de Janeiro a 06 de Fevereiro uma campanha de sensibilização e angariação de donativos promovida pela instituição "Filhos do coração" para resgatar da escravatura crianças do Gana que são vendidas por vinte euros e obrigadas a trabalhar 14 horas por dia a troco de um prato de comida e maus tratos. Escravatura é sempre escravatura mas quando se fala de escravatura aplicada a crianças de três ou quatro anos estamos a falar de uma violência sem limites que vai contra todas as leis dos direitos humanos. No nosso canto, na comodidade da nossa casa, do nosso emprego ou da nossa vida nem nos passa pela cabeça ao que estão sujeitas tantas e tantas pessoas de todas as idades. Apenas um pequeno gesto de cada um de nós pode fazer toda a diferença na vida daquelas crianças que apenas tiveram o azar de nascer num local errado.

Muitas são as vezes que a dúvida nos assalta quando se fala nestas campanhas, coloca-se a questão: será aque aquilo que dou vai realmente ajudar quem precisa ou será que quem não precisa se vai apropriar daquilo que dou?

Não raras as vezes que esta dúvida  me assalta no momento de fazer um donativo deste gênero, mas penso instantaneamente que se não der é que não chega ao sítio certo coisa nenhuma. Então, na dúvida algumas vezes dou por mim a doar a instituições que me inspirem credibilidade. 

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28
Jan17

Do outro lado da rua

Maria Flor

Os sons que atravessam rua e as janelas chegam-me aos ouvidos na forma de música a tocar num som bastante elevado, mas levando em conta que a hora da noite ainda suporta este tipo de ruídos, a juventude está no auge e precisa de se divertir. Ao fim e ao cabo é sabado à noite.... Possivelmente está a decorrer uma festa de anos, a churrasqueira está acesa, a carne a grelhar e todas as luzes da casa estão acesas....

Sabado á noite... também eu poderia estar numa festa ou num cinema, mas o conforto da minha casa é tanto ou mais agradável que essas coisas, enroladinha numa manta e de lareira acesa, um filme na televisão, boa companhia e estão reunidas as condições para ser uma noite bem passada!

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28
Jan17

O paciente inglês

Maria Flor

Um filme que já conta com duas décadas, que de vez em quando oiço falar e que nunca calhou ver. Para esta tarde invernosa de sábado foi o filme escolhido. Um filme que me prendeu ao ecrã, embora a história que se desenrola não tenha nada de especial, narra a história de um homem que foi encontrado no deserto com queimaduras tão fortes que ficou irreconhecível , a quem deram apenas o nome de "paciente inglês". Foi levado para um mosteiro onde uma enfermeira se interessa e cuida dele. A história desenrola-se durante a segunda guerra mundial e retrata os dois momentos da vida do paciente, a parte em que ele se apaixona pela mulher do amigo e vive um romance com ela e a parte em que ele está queimado e se vai lembrando das coisas que aconteceram e o deixaram preso aquela situação de sofrimento. Por fim ele pede à enfermeira que lhe dê uma dose maior de morfina e lhe pede que leia para ele até adormemecer!

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27
Jan17

Acima das nuvens

Maria Flor
Acima das nuvens!
Acima das nuvens quero estar,
Quando o mundo me chatear
Quando o mundo não entretiver,
Quando o mundo entediar

Acima das nuvens quero estar,
Pisando em chão de algodão,
Sentando em nuvem pra ver amanhecer
Fechando os olhos pra elevar coração.

Acima das nuvens quero estar,
Debaixo olho as coisas pequenas,
Acima estou a recorrer
A Deus, sobre coisas terrenas

Não há melhor lugar
Pra quem quiser entender
Que Deus artesão esteve a moldar
Um mundo que acima das nuvens
Parece bonito de morar,
Que de perto fica ruim
Com dores e tragédias, enfim,
É acima das nuvens que quero ficar!
(autor dsconhecido)

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21
Jan17

Silêncio

Maria Flor

"Dois padres jesuítas portugueses, no século 17, Simão Rodrigues e Francisco Garupe, viajam até o Japão em uma época onde o catolicismo foi banido, assim como quase todo o contato externo. A procura do mentor deles, os jesuítas enfrentam a violência e perseguição de um governo que deseja expurgar todas as influências externas."

 

Os diálogos, as cenas e os locais neste filme expostos  são uma grande aposta neste filme de Martin Scorsese.

 

Um filme empolgante, com várias cenas de suspense, que nos deixa pregados à cadeira, algumas vezes nem ousamos respirar para não quebrar o suspense que inunda a sala.

 

20
Jan17

Ele canta para mim

Maria Flor

Daquele lado da casa está um frio de rachar, por isso coloquei a gaiola do canário no lado oposto onde está um sol maravilhoso e quentinho. Agora enquanto escrevo aqui umas linhas ouço mesmo ao lado da minha janela o seu canto que se desdobra em vários cantos, uma melodia simplesmente encantadora. Ele canta para mim!

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19
Jan17

A mulher do capitão

Maria Flor

Um romance lindo, escrito numa linguagem simples que cativa o leitor do princípio ao fim. Desenrola-se na época da guerra no ultramar em que uma jovem tendo ficado orfã muito cedo vê no casamento uma forma de orientar a sua vida, mesmo sem amar o homem com quem casou. Encontra depois o seu verdadeiro e único amor, um homem a quem ama até aos limites e de quem tem uma filha..... O destino se encarregaria de lhe apaziguar o sofrimento que a vida e outros lhe causaram..... Já adulta se inscreveu numa universidade e se tornou médica como era o seu sonho.... nada mais digo! 

Este é o segundo romanace que leio deste autor e, tal como o primeiro me empolgou do princpio ao fim, embora tenha feito uma paragem a meio deste e retomado agora a última metade que li de um fôlego.

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