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Abrigo das letras

Abrigo das letras

31
Jul16

Pedirei ao tempo

Maria Flor

Pedirei ao tempo

 

Em cada janela virada ao mar,

colocarei uma vela,

direi ao vento que a mantenha acesa,

em cada vela colocarei uma prece,

e pedirei ao tempo que pare,

para recolher nas minhas mãos

as memórias que tenho do teu rosto,

pedirei ao tempo que

me conceda uns instantes,

para que nesses instantes sinta

que o meu mundo estaria completo!

(Maria Flor)

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30
Jul16

O dia do trauma blogueriano

Maria Flor

Normalmente escrevo um post no dia anterior e agendo para uma hora do dia seguinte. Foi o que fiz, passados poucos minutos  de o post estar visível começo a receber visitas ao blog, muitas, mesmo muitas visitas, dez, vinte, trinta, chegou a estar com quarenta e sete visitas em simultãneo. Esta situação não era de todo normal, de repente o meu blog estava a ser visto por toda a gente, comecei a desconfiar. Alguma coisa se passa, isto não é normal. Esta situação durou toda a manhã e princípio da tarde, já alarmada, com receio que fosse algum vírus, apaguei a imagem do post, mas as visitas continuavam desalmadamente, apaguei o post, mas tudo continuava igual. Mesmo alarmada com aquilo e com muito receio de ficar sem PC novamente e este disco rígido é novo, coloquei o blog  invisivel. Então, as visitas começaram a descair até que chegou a zero. O blog esteve invisível até ao final da tarde, com algum receio voltei a colocá-lo visível, as visitas apareceram em número normal, começei a ficar descansada. Não acredito que todas aquelas visitas tenham sido reais, alguma coisa provocou aquilo.

Até hoje não sei o que despolotou aquela disparidade de visitas, eram novas, eram recorrentes e cada vez eram mais, desciam duas ou três para voltar logo a subir sete ou oito, uma coisa nunca vista. Não vou dizer quantas foram até às 15 horas, apenas digo que foi uma enchente das grandes para um simples blog de alguém anónimo que de repente ficou com mais popularidade que o presidente,  a situação teria sido extremanente louca se não tivesse tirado a visibilidade ao blog. Agora digam-me lá se foi ou não foi motivo para ficar traumatizada?

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29
Jul16

A importância das visitas aos doentes

Maria Flor

Mesmo não sendo o dia da visita, hoje lembrei-me de falar sobre a importãncia das visitas aos doentes ou idosos, porque todos os dias eles necessitam que alguém os visite. Estar numa cama doente ou em recuperação de uma cirurgia, acontece a qualquer um, só quando se passa por essa situação se sabe dar o devido valor ao quanto é importante uma visita. Uma visita é tão ou mais importante que comer, uma visita é alimento para o espírito, é amparo na dor, é o escape dos pensamentos negativos, diremos numa palavra que uma visita ajuda a suportar o mal que atormenta o doente e que ajuda muito na sua cura ou recuperação. Os que gozam de boa saúde, estão demasiado ocupados com os seus afazeres e obrigações não arranjam tempo para visitar os doentes, nem os idosos, existem sempre desculpas. Um dia serão elas a necessitar de uma visita e aí saberão dar o devido valor.

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 É importante dizer que, após uma visita a um doente o visitador fica com uma sensação leve no coração, uma sensação de alegria que não sabe explicar, é uma coisa que vem de dentro!

27
Jul16

Estou traumatizada

Maria Flor

Posso dizer que hoje (dia 27/07/2016) o blog me deixou traumatizada. Uma coisa muito estranha aconteceu com o contador de visitas, muito estranha mesmo, agora está normalizado. Isto tirou-me a reação, inspiração e a vontade de escrever, por isso fico por aqui. Estou traumatizada!

26
Jul16

Desculpas evitam-se não se pedem

Maria Flor

É verdade, as "desculpas evitam-se não se pedem". Porém, quando não se conseguem evitar é de boa educação pedi-las. Existem mil e uma situações em que se podia evitar o pedido de desculpas, bastava para tal andar mais atento às coisas, aos horários, mais atento ao que se está a fazer para evitar deste modo criar situaçãoes embaraçosas que se podiam ter evitado com um mínimo de esforço.

 

No mais profundo do íntimo sabia que aquilo ia dar chatice, mesmo assim, descuidou e não fez ou retificou aquilo que sabia precisar de revisão, descuidou, deu chatice, depois amargamente obteve uma reclamação que teve que engolir em seco e apresentar um pedido de desculpas, mas o mal estava feito, já não se podia voltar atrás, o pedido de desculpas apenas serviu para a atenuar uma situação que podia perfeitamente ter evitado, a má impressão causada jamais se vai apagar como quem apaga um risco com uma borracha, (nem o risco do carro se apaga com uma borracha) quanto mais uma marca deixada no interior de uma pessoa.

 

Aprendeste com o erro? certamente que sim. Irás andar mais atenta? creio que sim....

 

Por vezes é assim, aprende-se com os erros, aprende-se da pior maneira, mas aprende-se e essa é única coisa positiva que se tira dos erros que gostaríamos de apagar, mas esses erros não se podem apagar até porque eles trouxeram consigo um conjunto de aprendizagens.

 

Nem todas as pessoas estão dispostas a aprender com os erros, nem todas as pessoas admitem que erraram mesmo estando claro como água que foi erro, assim, essas pessoas jamais aprenderão com os erros, simplesmente se recusam a aprender, continuarão a pensar que são génios e que nunca erraram e jamais irão errar!

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 Todos os dias aprendemos algo de novo! 

25
Jul16

As festas de aldeia

Maria Flor

Com as festas as aldeias ganham vida, ganham cor, movimento e animação. São o "comes e bebes" no restaurante e na taberna, grupos de dez ou vinte pessoas (vai a familia toda, são os pais, os filhos, os netos, ainda mais a prima, ou a irmã, e este ou aquele amigo) a mesa é grande e fica cheia, faz-se o pedido, é tudo servido à portuguesa (travessas bem compostas) mais o tinto, os sumos e as águas, a seguir vêm as sobremesas.... o barulho é muito, toda a gente se quer fazer ouvir nas suas mesas... reservam mesas com antecedência para poderem jantar a horas decentes, o frenesim do pessoal que serve às mesas é esgotante, mas quem "trabalha por amor à camisola", não sente o cansaço.O pessoal da cozinha também não pára..... as gentes da aldeia vão lá jantar todos os dias enquanto a festa dura. Encontram-se as pessoas que já não se vêm há mais de um ano ou muitos anos, falam uns com os outros contagiados com a magia da festa. Todas as noites há o bailarico, o pessoal dança, diverte-se e faz a digestão do jantar, a partir da meia noite pode começar a comer caracóis. Também há os artistas, o folclore e o fogo de artifício à meia noite, a quermeçe está lá sempre para dar o prazer de desembrulhar rifas e sair como prémios, umas coisas de que não precisamos para nada, um alguidarito ou uma caixinha de plástico sempre pode dar jeito. Os dias e as noites são de festa, calor e alegria, as tristezas ficam em casa..... Esta é a parte profana!

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 Estas, são festas religiosas sempre em honra do Santo Padroiero da terra, por isso, há sempre a missa e a procissão no domingo da festa. Organizar a procissão e arranjar gente que se disponha a carregar andores e outros adereços não é tarefa fácil e tudo dá muito trabalho mas, mais uma vez quem "corre por gosto não cansa" e ainda bem que há sempre pessoas que gostam de se encarregar destas coisas porque, as festas das aldeias não podem morrer, elas são vida dentro das vidas pacatas das suas gentes. A Procissão é um acto de fé e o objetivo é homenajear o Santo, será que no meio de tanta euforia alguém se lembra por alguns momentos de lhe prestar a devida honra?

22
Jul16

Este é o meu post número 365, decidi presenteá-lo

Maria Flor

Este é o meu post número 365 (tantos como dias tem o ano) decidi presentear o blog com esta pequena flor e dedicar-lhe esta frase, (pequena em palavras mas grandiosa em conteúdo).

 

"A beleza existe porque é contemplada.
Que beleza teria a flor sem o olhar que a admira?"

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 Embora o blog já tenha sido criado há quatro anos, só neste último ano é que tem tido uma atividade mais regular. Iniciei o blog com este poste em 2012. Houve várias interrupeções por falta de tempo, por falta de inspiração, por vezes por preguiça.....  Este ano a atividade tem sido mais assídua em todas as vertentes, nas publicações, nas leituras e comentários. É uma boa plataforma para destressar, para trocar diálogo, embora virtual, e para entretenimento). 

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