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Abrigo das letras

Abrigo das letras

31
Mai16

Dia dos irmãos

Maria Flor

Feliz daquele que tem irmãos e irmãs e que tem boa relação com todos eles. Faço parte deste grupo e sou feliz por isso.

Sempre fomos amigos uns dos outros, felizmente vivemos quase todos relativamente perto, o que nos permite visitar-nos com frequência.

Compreendo com alguma relutância quem tem só um filho por opção, mas não opino sobre isso. Só posso dizer que é extraordinário ter irmãos, no entanto, hoje ainda não falei com nenhum dos meus irmãos ou irmãs apesar de ser o "DIA DOS IRMÃOS"!

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31
Mai16

Um pouco de história

Maria Flor

Hoje apeteceu-me percorrer um pouco da história que deu origem ao nosso pequeno mas lindo Portugal. Deparei com a figura de "Viriato". Deixo aqui um pouco da sua história.

 

"Após ser eleito chefe dos lusitanos, Viriato começou por defender as suas montanhas das investidas de Roma e depois passou ao ataque.

O objetivo era conquistar as terras à volta das tribos lusitanas para ampliar a área do campo de batalha e assim afastar as zonas de combate das suas terras.

 

...... Cipião recorreu ao suborno destes comissários e prometeu-lhes que dava uma recompensa se estes matassem Viriato. E assim aconteceu! Enquanto Viriato dormia, estes homens assassinaram-no, trazendo um desfecho trágico para Viriato e para os lusitanos. Mas este desfecho era também muito vergonhoso para Roma pois como uma superpotência que era, recorrer a suborno era algo desastroso.

Depois da morte de Viriato, o exército lusitano passou a ser comandado por Táutalo Sertório.

Mas as tropas lusitanas estavam muito enfraquecidas moralmente e acabaram por ser derrotadas. Quanto aos traidores, eles refugiaram-se em Roma após o assassinato de Viriato, reclamando o prémio prometido.

No entanto, os romanos ordenaram a sua execução em praça pública, onde ficaram expostos com os dizeres “Roma não paga a traidores”.

Dos lusitanos, pouco resta no país que hoje se chama Portugal, com excepção da sua denominação de Lusos e da conhecida personagem de Viriato." Saiba mais aqui

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30
Mai16

Nomes e números

Maria Flor

Numa conversa de amigos, alguém levanta a questão do porquê dos nomes. Porquê que todos os homens, animais, objetos e actos têm um nome? Deus quando criou o homem deu-lhe o nome de Adão, criou a mulher e deu-lhe o nome de Eva, deu ainda nome a todos os animais da terra. Como identificariamos as pessoas, animais e coisas se não tivessem nomes? Não conseguiriamos, assim os nomes são o meio que serve para tudo identificarmos. Nós os humanos temos um nome, o nosso nome, temos também um número, quando nascemos ainda antes de termos o nosso nome em registo, já temos um número, somos o bebé número tal numa determinada maternidade, somos também o bebé número um, dois ou três que nasceu naquele dia, ou o primeiro bebé do ano.

 

Depois, temos um número cidadão que nos identifica em qualquer parte do mundo, somos um número  de utente na segurança social, o contribuinte nas finanças, o condutor na carta de condução, e ainda somos um número em bibliotecas,  vidioclubes, em serviços de telecomunicações, água, luz, gás etc. Resumindo, o nosso nome serve para associar uma catrefa de números que passam a gerir a nossa vida.

 

Para muitas entidades e instituições o número é mais importante, já que com o número é mais fácil de identificar as pessoas do que com o nome. Os números são importantes mas não podem ser mais importantes que as pessoas. Quando as pessoas se transformam em números, a vida é desvalorizada.

 

O nosso nome é importante, todos gostamos de o ver associado a feitos importantes ou interessantes. Mesmo que não seja um nome bonito, é o nome que os nossos pais escolheram para nós.

 

Na conversa de amigos tentava-se ver quais eram os nomes mais bonitos ou mais apropriados para dar aos bebés, a nenhuma conclusão se chegou, já que todos têm gostos diferentes!

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29
Mai16

As feiras

Maria Flor

Quem não gosta de vez em quando ir feirar. Percorro as ruas da feira, vejo isto e aquilo, mexo nas roupas, dou umas voltas aos montes de roupa e comprovo as minhas suspeitas. Levo uma peça ao nariz e cheiro, é usada, constato. Antigamente as roupas que se vendiam nos montes, ainda estavam dentro dos plásticos, não eram a última moda, mas eram novas, agora não. Agora as roupas já foram usadas e sabe Deus onde foram adquiridas.

 

Digo para a pessoa que me acompanha "vamos embora" jamais vou comprar alguma coisa nos montes.

29
Mai16

A história de um caracol que descobriu a importância da lentidão

Maria Flor

Quando muita gente se passeia pela feira do livro, eu passeio-me pela biblioteca municipal. Deparei com " A história de um caracol que descobriu a importância da lentidão", estava nas sugestões do dia. Nunca tinha lido nada deste autor, nem conhecia o seu gênero, ao abri-lo e ter lido um pouco, soube logo que tinha que o trazer.

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Num ápice devorei esta fábula de Luis Sepúlveda. Parecendo um conto para crianças, é um conto que nos faz pensar o porquê de as coisas serem com são e não de outra forma. O caracol que ousou saber o porquê de ser tão lento e porquê que não tinha nome, é mandado embora do espaço que compartilha com os outros caracóis por estar a ser chato ao levantar tantas questões.

Na sua lenta, muito lenta caminhada em buscas das respostas, encontra uma tartaruga que o que lhe dá o nome de "Rebelde" e o ajuda a ver o que os "humanos" andam a fazer, que irá destruir o seu pequeno espaço dentro do prado e também o habitat de outros animais.

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Preocupado com isto, volta para trás e vai na sua lenta, muito lenta caminhada avisando todos os animais que encontra no caminho, até chegar ao "País do Dente-de-Leão", o seu país. Conta a sua aventura aos amigos, alguns recusam-se a acrediar nele, os mais novos acreditam e seguem-no. Muitos precalços encontram no caminho, mas acabam por encontrar outro País "do Dente-de-Leão".

É uma fábula maravilhosa que nos mostra a coragem, o amor e a entre-ajuda que existe entre todos os seres vivos.

É a primeira fábula que leio de Luis Sepúlveda, fiquei fascinada pela forma como é narrada a história e também pelas ilustrações espetaculares. Livrinho pequeno que se lê "enquanto o diabo esfrega um olho". e que também podemos ler para as crianças, um pouquinho em cada dia para as não cansar e também para as habituar a ler livros um pouquinho maiores.

 

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 Outros estão na mira para a próxima ida à biblioteca municipal.

 

 

 

 
27
Mai16

Encontrei isto a passear na calçada

Maria Flor

Encontrei isto nas pedras da calçada, pareceu-me uma "carocha" mas fiquei intrigada, por isso a fotografei e fui pesquisar que tipo de inseto é este. Cheguei à "brilhante" conclusão que é este o bicharoco que anda a matar as palmeiras em Portugal.

 

Este "fofinho nojento" entrou em Portugal há sete anos, começei a notar os estragos dele na minha zona há cerca de três ou mais anos, as palmeiras começaram a morrer, o mal começa a aparecer pelas folhas de cima que lentamente vão perdendo a vitalidade e descaindo, o que se alastra a todas as folhas fazendo lembrar aqueles chapés de sol nas terras quentes de África.

 

Não sabia o que é que se estava a passar com as palmeiras até que alguém me disse que era uma praga de escaravelhos que tinha aparecido e que era responsável por isto. Cada vez via mais palmeiras a morrer em todos os quintais, nunca me tinha interessado em pesquisar sobre o tal escaravelho, até que vi isto a passear nas pedras da calçada e fiquei intrigada.

 

Pensava eu que os escaravelhos eram só aqueles bichinhos mais pequenos que apareciam na rama das batatas enquanto elas estavam na terra, segundo a pesquisa que fiz, afinal há muitas raças de escaravelho e esta faz estragos bem avultados a matar árvores de grande porte, até árvores centenárias!

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 Para o escaravelho, as palmeiras são alimento para quatro ou cinco meses, o tempo que o insecto demora a desenvolver-se. Cada fêmea põe 200 a 300 ovos. Uma palmeira pode albergar até 1000 indivíduos prontos a voar – e podem voar durante cinco a dez quilómetros sem parar, contra o vento.

26
Mai16

Orou, cantou e conviveu!

Maria Flor

"Meu Deus, eu creio, adoro, espero e Vos amo, peço-Vos perdão pelos os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam".

Pela força profissional, pela força do lazer, pela força de problemas com a saúde e por outras razões, o certo é que  se vai perdendo hábitos que foram transmitidos pelas gerações anteriores. Hábitos que até nos faziam sentir bem connosco e com os outros. Hábitos que também já transmitiu.

 

A nãe já é idosa, mas nunca falha e diz "eu não te ensinei assim", pois não, desabituei-me foi o que foi, responde. A mãe diz - é falta de fé, e ela responde, não tem a ver com isso. Poderia arranjar uns tantos argumentos para se esquivar, mas não interessa, não precisa de se justificar à mãe. Precisa sim é de se justificar a ela mesma e sabe perfeitamente que não tem argumentos que justifiquem porque se não pode ir numa hora ou num dia, vai noutra hora ou noutro dia. É tudo uma questão de opção.

 

Quando vai, gosta de lá estar e arrepende-se por não ir mais. Gosta do ambiente, gosta dos cânticos, gosta das palavras do padre, gosta do ritual e sobretudo gosta de conversar com as pessoas à saída da missa. Ali tem sempre a oportunidade de conviver com as pessoas e até ir tomar um cafésinho, pôr conversas em dia, saber como vai fulano e cicrano.

 

Hoje ela foi, orou, cantou e conviveu, começou bem o dia! Bem haja.

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26
Mai16

Viva, elas já estão a nascer

Maria Flor

Esta manhã quando descia as escadas, dei por mim a olhar para umas coisinhas brancas caídas nas escadas, muito pequenas em forma oval às metades, olhei um pouco mais e, "olá" as andorinhas novas estão a nascer. As casquinhas dos ovos estão cá em baixo caídas, as andorinhas bebés estão lá em cima. Agora não é preciso esperar muito para que as mamãs começem a sujar a escada toda, todos os dias enquanto alimentam os filhotes.

 

Todos os anos elas vêem na primavera, fazem a criação e vão embora, todos os anos elas sujam muito as minhas escadas, todos os anos eu limpo o que elas sujam e sempre reclamo.

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 Já me têem dito "desmancha os ninhos", nem sequer quero ouvir dizer isso, coisa que jamais fazia era desmanchar os ninhos. Estou muito agradecida às andorinhas por terem escolhido os meus beirais para procriar, se há coisa que me apaixona é vê-las voar em volta da casa, é vê-las trazer comida para os filhotes, é ver as pequeninas a aprender a voar, como as crianças pequeninas quando dão os primeiros passos, mesmo que me sujem as escadas todos os dias e eu as tenha que lavar todos os dias, mesmo assim eu amo as andorinhas!

25
Mai16

O sol a afundar-se

Maria Flor

A partir desta varanda, tenho esta vista maravilhosa, vejo uma grande bola de fogo. Um fogo que ofusca os meus olhos, um fogo alaranjado que encandeia tudo à sua volta Esta bola que me obriga a desviar os olhos mesmo que tenha oculos escuros, vai descendo lentamente em direção ao mar. Daqui a pouco esta bola de fogo vai reduzindo o seu tamanho, vai modificar o seu formato, vai deixar de ser uma bola, vai passar a metade de uma bola, depois menos do que isso, até ser apenas uma linha alaranjada a esconder-se por completo no mar. Nessa altura a noite está muito próxima!

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 Há coisas bonitas que ainda não é preciso pagar. O pôr do sol é um espetáculo maravilhoso!

 

 

 

 

25
Mai16

A arrecadação

Maria Flor

Há muito tempo que não entrava na arrecadação, andava sempre adiar, sabia que aquilo estava um caos em termos de arrumação, hoje porém, tinha mesmo que lá ir. Estava lá uma peça que precisava, tinha mesmo que a ir buscar. Tinha por hábito guardar tudo e era por isso que a arrecadação estava atulhada até ao teto. Como iria encontrar aquilo que queria.

 

Valha-me Deus, tenho que arrumar isto! marcou na agenda um dia que lhe pareceu que ser o ideal para aquela horrivel tarefa (quem gosta de arrumar arrecadações).

 

Foi colocando coisas no chão e fazendo separações, muitas coisas teriam que ter como destino o lixo para  poder ganhar espaço para as coisas que merecia mesmo a pena guardar.

 

Enquanto estava envolvida nesta tarefa ia-se apercebendo que na sua cabeça também existe uma arrecadação, aquele lugar onde arruma as coisas e que, de vez em quando volta lá. Já se apercebeu que existem lá gavetas onde raramente vai, mas quando lá vai fica espantada com o que encontra, por vezes encontra coisas que já não deviam lá estar, que já deviam ter ido para o lixo há muito tempo, estão ali só a encher encher espaço. 

 

De tempos a tempos é necessário arrumar a cabeça como se arruma a arrecadação!

 

 

 

 

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