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Abrigo das letras

Abrigo das letras

15
Out15

Dia mundial da alimentação

Maria Flor

Um dia em algum livro ou artigo alguém escreveu "somos o que comemos". É muito verdadeira esta frase, por isso é tão importante que tenhamos cuidado com o que comemos e cuidado redobrado no que toca ao que damos a comer às crianças. Bons habitos, sejam eles alimentares ou outros, são sempre mais facilmente aceites quando se é criança. Queremos ser pessoas saudáveis e elegantes, façamos alguma coisa por isso a começar pelo o que se come, e não só neste dia, mas também em todos os dias ano!

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09
Out15

O canto dos grilos

Maria Flor

É o princípio da noite, ouço os grilos, eles me fazem lembrar passagens da minha infância, quando brincava na rua e o seu canto entoava na noite morna de outono, como uma melodia que chegava aos meus ouvidos e me paralizava os movimentos. Eram muitos, chegavam sons de vários lados e eu ficava ali encantada a ouvir aquela música até que alguém me chamava para jantar. Mais tarde soube que os grilos cantavam para atrair as fêmeas, tal como um rapaz cantava à janela, uma serenata a uma  moça para a namorar. Noutra altura do ano eram os pirilampos que me encantavam, serpenteando a noite com as suas luzinhas quando em noite de luar a familia se reunia sentada numa eira em volta do milho por desfolhar... os sons e os cheiros da minha infânca permanecem bem guardados, num local especial da minha memória e se revelam com presença de simples coisas como o cantar de um grilo!

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05
Out15

5 de outubro de 1910

Maria Flor

"As movimentações militares da revolução do 5 de Outubro iniciaram-se no dia 3 de Outubro pelas 3 da madrugada. Foi nessa altura que os soldados da Infantaria 16 se instalaram no cimo da Avenida da Liberdade onde se juntaram as baterias do Regimento de Artilharia 1. Nessa zona instalar-se-ia o quartel-general dos revolucionários chefiados pelo comissário naval Machado Santos.

A marinha aderiu imediatamente à revolta tendo-se juntado outros militares de baixa patente de ideais republicanos. Os navios Adamastor e São Rafael prepararam-se para o bombardeamento ao Palácio das Necessidades, que se veio a efectura no dia seguinte. Não obstante a oposição do cruzador D. Carlos, as operações navais rapidamente foram controladas.

Entretanto, mal se soube do início das operações, registou-se uma grande agitação entre a população que rapidamente se prestou a ajudar os revoltosos. Há que salientar neste aspecto a acção da Carbonária que desempenhou um papel importante no sucesso do golpe militar.

As tropas terrestres tinham-se instalado na Rotunda onde sofriam um forte bombardeamento das forças monárquicas. Na madrugada do dia 4 a situação dessas tropas podia considerar-se desesperante, chegando ao ponto do capitão Sá Cardoso admitir a hipótese de depôr as armas. Todavia Machado Santos não se conformou com a situação dizendo que preferia morrer a entregar as armas. Foi a tenacidade deste homem que possibilitou um autêntico volte-face na situação. No dia seguinte ele escrevia: "Tenho a honra de comunicar que as forças do meu comando, acampadas na Rotunda da Avenida, venceram as tropas monárquicas. Escusado será lembrar o que foram para as forças que tive a honra de comandar essas horas terríveis de luta de um contra dez. " (Relatório do comandante Machado Santos ao Governo Provisório).

O ataque de um grupo de marinheiros chefiados pelo comissário Mariano Martins ao Rossio, onde se encontrava o general Gorjão, comandante da 1.ª divisão viria a revelar-se decisivo na vitória das forças republicanas, pois veio diminuir os ataques sobre a Rotunda.

Assim, às 9 horas da manhã do dia 4 de Outubro, Paiva Couceiro, o general-chefe das forças monárquicas assinou a acta da rendição. Na manhã de 5, a República foi proclamada na Câmara Municipal de Lisboa. Ao meio-dia a Revolução estava consumada.

Na tarde desse dia o rei D. Manuel acompanhado pelas rainhas D. Amélia e D. Maria Pia, embarcava na Ericeira, a bordo do iate Amélia rumo a Gibraltar. Daí, seguiu para Inglaterra, a sua morada definitiva."

(http://www.citi.pt/cultura/historia/personalidades)

04
Out15

Eleições

Maria Flor

Até se ia esquecendo de ir votar, levantou-se nesta manhã de domingo com a intenção de fazer algumas coisas, votar não se encontrava nos planos, ou melhor, encontrava-se, mas estava de algum modo meio esquecido. A manhã já ia a meio quando lhe veio à memória que tinha que ir votar, era um dever, não uma vontade, é sempre assim, vai votar sempre para cumprir um dever, não por vontade. Não se interessa minimamente por politica, mal ouve os partidos quando estão em campanha eleitoral, tudo lhe soa a falso. Em sua opinião, todos os que anseiam para conquistar o poder, têem em vista os seus próprios interesses e não os interesses do país, como deveria ser. Seja como for, bem ou mal, alguém tem que governar o país, portanto, temos que escolher alguém e por isso mesmo, embora sem vontade se põe a caminho e chega ao local para cumprir o dever.

A mesa de voto à qual pertence  é numa escola primária, daquelas ainda antigas e já desativada da função para a qual foi construída, situa-se numa pequena aldeia, não precisa de perder muito tempo em filas. Não há muitos eleitores nesta pacata terra. Estamos a escassos minutos de saber os resultados, entre os muitos partidos se destacam aqueles dois, um vai vencer, e tudo vai ficar igual!

Mais alguns minutos e sabemos os resultados.

03
Out15

Brincadeiras no parque

Maria Flor

No parque brincavam crianças, havia um grupo que se destacava, com a orientação de um adulto as crianças faziam uma roda e brincavam felizes, no entanto, a uns metros de distãncia encontrava-se um menino amuado e as lágrimas corriam pelo seu rosto, um adulto lhe terá contrariado a vontade, os outros brincavam e ele ali permanecia encostado ao muro, até que a determinada altura alguém conseguiu contrariar o seu amuo sem lhe fazer a vontade, as palavras certas e o jeito de as dizer produziram o efeito pretendido.  Voltou a juntar-se às outras crianças e a festa continuou. O bolo da menina que fazia anos encontrava-se em cima de uma toalha e a toalha em cima de uma manta de piquenic, todos os meninos e meninas se sentaram em redor e cantaram parabéns à aniversariante e todos comeram bolo de seguida. A menina estava radiante, era o seu aniversário, a sua festa com os seus convidados. Que bom fazer anos quando se é pequeno, a festa é nossa, somos o elemento principal da festa e recebemos prendas que adoramos.Todas as prendas são surpresas. No entanto não somos sempre pequenos, os dias, meses, anos decorrem a um ritmo alucinante e quando ainda não demos conta, as crianças já são grandes, já não querem festas organizadas por nós, já não sabemos que prendas havemos de lhes dar (eles têm tudo e o que não têem é demaziado caro para se poder oferecer). Olhamos para trás e sentimos saudades de quando eram pequenos, de quando dependiam de nós para tudo!