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Abrigo das letras

Abrigo das letras

30
Jul15

Amizade

Maria Flor

Amizade não é uma coisa que se compre ou que se adquira de um momento para o outro, uma verdadeira amizade constrói-se com tempo e convivência, é um sentimento mútuo e lindo, faz delas, pessoas melhores e mais felizes. Há amizades que se desvanecem com o tempo, outras permanecem no tempo. Um amigo verdadeiro é aquele que nos acolhe e conforta quando estamos mal sem esperar nada em troca! Neste dia mundial da Amizade, sai á rua, abraça o teu amigo e diz-lhe o quanto ele é importante para ti.


Muitas pessoas irão entrar e sair da tua vida
mas somente os verdadeiros amigos deixarão marcas no teu
coração. 

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28
Jul15

Sou dona do meu destino

Maria Flor

Há quem diga que quando nascemos já temos o destino traçado, que não podemos fugir áquilo que nos está destinado, que o nosso nascimento é influenciado pelos astros, pelas estrelas, pela lua... a ser assim, dou por mim a pensar, porque me esforço tanto para que a minha vida corra bem, porque trabalho tanto, porque me indigno com certas atitudes dos outros, porque faço escolhas, se tudo já está previamente determinado. Está determinado que é assim o meu destino ou sou eu que o defino com as minhas escolhas e as minhas atitudes. Se não me tivesse acontecido determinadas situações, a minha vida seria diferente, lógicamente seria, pois as situações obrigam-nos a alterar planos e mudar projetos e rotas. Mas, estará determinado à nascença que seja assim? Valerá então a pena lutarmos?

 

Serei dona do meu destino ou não?

28
Jul15

Passeio no jardim

Maria Flor

Caminho sob a sombra de árvores centenárias, a sua grandeza e robustez ladeiam a rua de lado a lado, lá em cima onde os seus ramos se tocam e se beijam, formam um teto feito de folhas que me abrigam dos raios solares e do calor. Observo os canteiros onde crescem plantas novas e frescas em solo bastante húmido e fértil, estão todas alinhadas como se as mãos que as plantaram tivessem usado régua e esquadro. Mais à frente está o lago com o repuxo ao centro, caminho em seu redor ouvindo o cair da água e sinto serenidade. Mais canteiros cheios de plantas a crescer e a florir, sento-me e fecho os olhos, aspiro os cheiros das flores, deixo que o sol aqueça os meus braços, oiço as crianças nos balouços, felizes. Fico assim a descançar e relaxo neste jardim Real, outrora pertença de reis e rainhas! 

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27
Jul15

Segurança no trabalho

Maria Flor

Todos temos direito a trabalhar com as medidas de segurança adequadas. Por negligência das empresas ou dos funcionários muitas vezes essas medidas não são respeitadas. Os acessórios indicados para executar determinadas tarefas são por vezes incómodos e, por essa razão são postos de parte. Ela tinha calor nos pés não suportava o calçado fechado que as normas indicavam para usar, descurou, calçou calçado bem aberto e trabalhava assim até ao dia em que entalou um dedo do pé numa grade e caiu, partiu o dedo, magoou as costelas. Esteve de baixa, o seguro apresentou alguma relutância em pagar despesas já que o calçado usado não era adequado às funções desempenhadas. 

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(Imagem tirada da net)

26
Jul15

O dia dos avós

Maria Flor

Olho aquela fotografia já muito velhinha, quase tão velhinha como seriam os meus avós se ainda pizasem esta terra. Olho a foto e vejo o meu avô ao lado da minha avó e à frente umas crianças, as minhas tias e tios. O meu avô, homem relativamente alto e magro de cara algo sorridente, estreita e encovada, possivelmente pela falta de dentes, o colete vestido,  estaria de fato domingueiro, barrete enfiado na cabeça e apoiado a um pau. Ao lado encontra-se a minha avó, de cabelo todo branquinho (por onde andavam as tintas) rosto largo e encovado na zona da boca (as dentaduras eram um luxo para quem tinha posses) se é que as havia...a minha avó de cara simpática envergava uma blusa branca abotoada até ao colarinho e mangas arregaçadas. Formam um casal simpático e morreram velhinhos há muitos anos. Contribuiram bem para o aumento da natalidade, pois deixaram uma "catrefa de filhos". Gosto de olhar as fotos dos meus avós, gosto de ver as minhas origens. A algum tempo descobri uma assinatura do meu avô num documento da Camara Municipal, fiz uma cópia do papel e fiquei com ela para recordação de memórias futuras.

Este post é uma homenagem a eles que jamais imaginaram um mundo como o mundo no qual vivem os filhos, netos, bisnetos e trinetos, eles viveram uma outra era onde a tecnologia nem sequer estava pensada e viviam exclusivamente para a familia, não havia outras prioridades.

26
Jul15

As ruas fervilham de gente

Maria Flor

Saio á rua, já é noite alta e está um pouco fresca, o casaquinho que me cobre os ombros é suficiente para quebrar a aragem, caminho lentamente e passo em frente aquele bar, a música está alta, as lanternas estão em cima das mesas, pessoas conversam animadas de copo numa mão e cigarro na outra, indiferentes ao barulho que todo aquele movimento provoca. Continuo caminhando e passo em frente à casa da minha amiga que tem a sua casa paredes meia com aquele bar, penso nela e até me dá dó saber que tem que suportar aquele "inferno" todas as noites. Sim, para ela aquilo é um inferno já que lhe perturba largamente o merecido descanso depois de um longo dia de trabalho. Mas que fazer, o bar tem licença para trabalhar e ela não pode mudar a casa para outro lado. Os meus pés levam-me mais adiante e cruzo com casais de namorados e grupos de adolescentes de telemóvel na mão alheios ao mundo que os rodeia, já que o telemóvel se tornou o centro do universo. As ruas fervilham de gente que está de férias, ansiosas para se divertirem, a noite está agradável. Chego ao local onde deixei o carro e vou para casa, definitivamente a "night" não foi feita para mim!

25
Jul15

Tremor de terra, continuação

Maria Flor

Após ter sentido aquele estremecimento da cama, ficou pensativa por alguns momentos, recuou no tempo e nas memórias, e pela sua mente passaram imagens de outra época em que o estremecimento foi muito maior e que, o seu pai, um homem no auge da idade, cheio de vigor e energia se levantou da cama no meio da escuridão da noite, o candeeiro a petróleo estava apagado e ele, meio atrapalhado, não encontrando a porta, andando às apalpadelas ia chamamdo pelos seus filhos que dormiam tranquilamente em colchões de carapelas, alheios ao barulho ensurdecedor que se fez ouvir. Acordou-os, mandou-os sair da cama e irem para a rua, estava a acontecer algo assustador, era um sismo forte de magnitude 8 na escala de Richter que durou um minuto. As loiças começaram a cair dos armários o chão fugia debaixo dos pés e quando chegaram à rua onde, todos os vizinhos em pânico, de camisas de noite, pijamas e cuecas, já se encontravam a comentar o sucedido. Algumas chaminés cairam, casas sofreram rachas significativas mas na sua aldeia não tem memória que alguém tenha morrido ou sofrido ferimentos. O receio de voltar á cama era muito, não fosse acontecer alguma réplica maior e deitar a casa abaixo. Para nós, crianças, aquilo foi uma coisa engraçada, porque não aconteceu tragédia nenhuma e foi algo diferente e uma novidade, já que nunca acontecia nada que quebrasse a rotina diária a que estavamos habituados. A nossa ingenuidade de miúdos não nos permitia alcançar a dimensão do que poderia ter acontecido. Este sismo aconteceu em 1969 e foi o maior sentido em Portugal após o terramoto de 1755 que arrasou Lisboa.

 

24
Jul15

Tremor de terra

Maria Flor

Na tranquilidade do seu quarto, deitada na cama com a cabeça sobre almofadas ia desfolhando página após página, um livro que a absorvia até à alma. Envolvida na história dramática de um amor não resolvido, nem dava pelas horas passarem, esquecendo-se até, que no outro dia era mais um dia de trabalho. De repente, algo aconteceu e a despertou, fazendo com que voltasse à realidade. Fez-se ouvir um barulho que parecia o ruído dum carro a passar na estrada e em simultãneo a cama estremeceu... que foi isto? perguntou a si própria. Um tremor de terra, sim, isto foi um tremor de terra, pequeno, mas foi, e ficou assim por alguns momentos a pensar se aquilo teria sido mesmo um sismo. No dia seguinte logo pela manhã teve a confirmação nas noticias e nas redes sociais, outras pessoas também o sentiram.

15
Jul15

Pés que reclamam

Maria Flor

Nestes dias de calor, os seus pés reclamam, protestam, manisfestam vários sinais (que ela quer ignorar) de não querer andar, de querer uns momentos de pausa. Os pés aquecem, transpiram e parece não existir calçado que se adapte à circunstância. (o chinelo de enfiar no dedo) parece ser a única hipose , mas, nem em todas profissões ou ocasiões seja o calçado adequado. Assim, vai calçando ora umas sandálias que já lhe deram uma bolha de presente, uns chinelos que cansam as pernas, ou uns sapatos que apertam, porque os pés incham, enfim... os pés reclamam e com razão. A questão é que se os pés não estiverem satisfeitos todo o organismo se resente e o dia não corre bem. No fim do dia quando finalmente pode mergulhar os pés em água fria, passar um bom creme calmante e estender as pernas... que alívio!

Os pés merecem uma atenção especial que muitas vezes descuramos, esquecemo-nos que são eles que nos levam para todo o lado.

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09
Jul15

À luz do candeeiro

Maria Flor

O candeeiro a petróleo, outrora uma excelente fonte de iluminação, veio substituir as candeias ou lamparinas que produziam luz atraves de um pavio mergulhado em azeite e também as velas e archotes. Remexendo em coisas antigas que se encontram em caixotes na cave, encontrei uma peça que já em tempos tinha andado à procura, O candeeiro antigo a petróleo. Aquele candeeirinho que em outros tempos iluminou a casa dos meus pais antes da eletricidade.  Aquele candeeiro que era colocado no centro da mesa à hora da refeição e todos comiam ao mesmo tempo sentados à mesma mesa, todos conversavam e rezavam. A hora da refeição era um  momento sagrado. A familia era grande e a mesa estava na cozinha, no inverno tinhamos o calor uns dos outros e também o calor da lareira que estava quase sempre acesa, pois a comida era cozinhada no lume de lenha, a minha mãe punha o feijão a cozer no lume logo de manhã cedo. Longe vai o tempo, quando ainda não havia eletricidade nas casas, que esta peça era tão importante. Com a sua luz podia-se ler, costurar, e fazer outras coisas, mas o petróleo sempre foi caro e portanto não se podia abusar, todos se deitavam muito cedo no Inverno. As novas tecnologias revolucionaram toda a forma de viver e hoje é dificil para alguém mais jovem imaginar uma vida sem eletricidade, sem água canalizada, sem televisão, sem telefone, sem telemóveis, computadores, tabletes e mais uma panóplia de coisas a que hoje temos acesso. O candeeirinho a petróleo é agora uma peça decorativa na minha casa!

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